A Teoria do Conhecimento na Filosofia #1

Teoria do conhecimento é historicamente uma das matérias mais importantes da Filosofia e atualmente importante em outras áreas de estudo.

Comumente chamada por “gnosiologia”, palavra de etimologia grega, vinda das palavras “gnosis” (conhecimento) e “logos” (que nesse caso se refere a estudo), ou seja, um estudo geral do conhecimento. A palavra epistemologia também é muito utilizada, mas por vezes de forma equivocada, já que a palavra se relaciona originalmente da também grega “episteme” (conhecimento de natureza científica).

A teoria do conhecimento nada mais é do que a relação entre sujeito e objeto, ou seja, a relação entre o sujeito que deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou objeto de estudo. Além disso, é a investigação acerca da possibilidade de conhecimento, sobre a origem deste conhecimento, sobre suas origens e sobre seus valores.

Estes questionamentos são tão velhos quanto a própria Filosofia, mas nem sempre a Teoria do Conhecimento foi um pilar central dessa matéria, mas por volta do século XVII, com a emergência da ciência moderna, passou a ser um dos seus pilares, muito disso se deve a René Descartes (1596-1650) e John Locke (1632-1704).




René Descartes (1596-1650) - Fonte: CCO - Wikipédia - After Frans Hals

John Locke (1632-1704
John Locke (1632-1704) - Fonte: CCO - Wikipédia - Godfrey Kneller




Basicamente, ela é dividida em quatro partes, que explanarei com maiores detalhes em textos futuros, três delas possuem correntes que tentam explicar seus questionamentos, são elas:

I. O conhecimento como problema;

II. Origem do Conhecimento;

III. Essência do Conhecimento;

IV. Possibilidade do Conhecimento.

Além disso, o conhecimento humano geralmente costuma ser divido em quatro áreas ou se preferirem, em quatro tipos de conhecimento. Estes tipos de conhecimento são perceptíveis por três elementos, o sujeito, que é quem conhece, o objeto, que é o estudado e a imagem, ou seja, a representação que o sujeito criou acerca daquele objeto.

“O conhecimento apresenta-se como uma transferência das propriedades do objeto para o sujeito”. (RUIZ, João. Metodologia Científica).

Imagem Ilustrativa
Fonte:Pixabay


Os quatro tipos de conhecimento são:

  • Conhecimento Empírico:

    É o conhecimento dos fatos, ou seja, das coisas que aconteceram ou estão acontecendo. Por exemplo: se alguém me diz que agora está chovendo no Guarujá, vou até a janela e vejo, se chove, comprovo de forma empírica que tal fato é, se não chove, não é fato empírico. Se falo que Hitler foi um fascista e que determinou a morte de milhares de judeus, isto é um fato empírico.

  • Conhecimento Científico:

    Aqui é que entra a epistemologia, é um conhecimento empírico “melhorado”, ou seja, trabalha com leis, teorias e fatos. É o último tipo de conhecimento estabelecido, trabalha com regras que foram falseadas e são imutáveis, que são as teorias ou as leis, principalmente estas últimas, pois as teorias ainda podem ser mudadas, negadas ou melhoradas. A lei da gravidade por exemplo, é imutável em todo o Universo e pouco provável que seja modificada, já a Teoria da Evolução Natural de Darwin e Wallace, pode ser mudada ou alterada a qualquer momento de acordo com mudanças nas leis do Universo.

  • Conhecimento Filosófico:

    Este tipo de conhecimento é o mais curioso de todos, pois ele não se baseia em fatos, sejam eles comprovados, falseados ou místicos, o conhecimento filosófico se baseia na interrogação, na dúvida, no questionamento, ou seja, nada do que está aí é uma verdade universal e tudo pode ser diferente do que é ou de que se imagina ser. Mas para esse tipo de conhecimento “dar seus frutos”, ele precisa estar aliado a ciência, pois se for relacionado a metafísica, concordo com Bertrand Russell, é uma ciência de nada.

  • Conhecimento Teológico:

    Como o próprio nome diz, é o conhecimento baseado apenas na fé e aceitação de axiomas teológicos professados por diversos tipos de religiões ou crenças distintas, que vão de um criador absoluto de tudo até uma vida após a morte. O objeto principal do conhecimento teológico é a tentativa de comprovação de um ser criador de todo o Universo, inclusive se utilizam de um título posto por Aristóteles em sua metafísica, “O Primeiro Motor”, várias traduções deste livro estão equivocadas, Aristóteles nunca postulou “deus”, ele nem “existia” em sua época, a Grécia era uma Pólis Politeísta. Por fim, o conhecimento teológico nada mais é que o conhecimento do que queremos que aconteça ou do que queremos que a vida seja, enfim, nada real, apenas subjeções surreais.

Por fim, o conhecimento empírico, em sua forma popular é amplamente confundido com o conhecimento teológico, pois se uma pessoa, por exemplo, fala algo que acontece, aquilo é dedicado ao empirismo, sendo que não é, não passa de uma coincidência.

Em breve escreverei novos textos com as correntes do conhecimento e as teorias ou hipóteses de alguns autores relacionados a cada uma.


Autor: Márcio Costa

Filósofo - Professor de Filosofia

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