Blockchain para iniciantes - #1

Blockchain para iniciantes - #1

O Imaginário Virtual traz hoje para iniciantes uma discussão sobre a tecnologia blockchain. Nos últimos anos, muito vem sendo discutido sobre inovações tecnológicas, principalmente novas tecnologias a partir da computação e internet. Nesse sentido a proposta dessa série é trazer a uma linguagem comum, diferentes perspectivas de inovação com a tecnologia blockchain, e como a mesma pode ser utilizada na nossa sociedade.

Objetivo: Nesse post, você irá percorrer o conceito inicial de blockchain, passando pelo uso geral da informação como forma de comunicação, sua evolução, e a necessidade de utilizar, transmitir, e validar algumas formas de informações na sociedade.

Partindo do Termo - Blockchain:

Blockchain em português é uma cadeia de blocos.

  • Cadeia: Uma forma de conectar, juntar, linkar, encadear.

  • Bloco: Uma caixa de informações, de dados.

Assim temos a príncipio caixas(blocos) de informações(dados) ligadas uma a outra. Utilizando o termo, temos um encadeamento de blocos(caixas), onde cada bloco contém dados(informações).

https://www.lucidchart.com/publicSegments/view/d4edb464-49ff-40c6-9735-402916cf977d/image.png Imagem Ilustrativa - Autoral - Lucidchart


Um dado carrega muitas informações:

Nossa espécie, pela capacidade que temos de utilizar linguagens, continuamente vem evoluindo otimizando formas de transmissões de informações. Assim, ao longo do tempo, foram sendo otimizadas capacidades de transmitir informações de uma pessoa para outra, de uma pessoa para muitas pessoas e de muitas pessoas para muitas pessoas.

Como consequência de tecnologias de transmissões de informações como forma de comunicações mais sofisticadas, a partir de telefonia, e hoje com a internet, as informações passaram a ser convertidas em dados, transmitidos e interpretados por aparelhos/gadjets. Servindo a necessidade de o uso em larga escala, e otimizar instalações, e conexões de locais distantes.

As informações como forma de dados, com o desenvolvimento das redes virtuais, a internet, continuaram evoluindo, passaram a ser mais organizadas, ter maior capacidade, e maior velocidade, as mensagens passaram a ser enviadas como forma de dados por meio transmissão de pacotes/caixas/blocos de dados.

Informação no cotidiano:

Nos comunicamos desde sempre independente da distância através de linguagens contendo informações. Utilizamos informação o tempo inteiro, alguns poucos exemplos:

  • Aprendemos por informações nas salas de aula.

  • Pagamos por informações de educação, saúde, financeira, entre tantas outras.

  • Ficamos antenados nas informações (notícias) sobre os acontecimentos nas mídias.

  • Quando transferimos algum dinheiro, informamos ao banco que estamos transferindo uma quantia, podemos enviar um recibo informando para quem enviamos essa quantia, informando o que foi pago.

  • Entramos e navegamos na internet através de aparelhos que enviam e recebem informações dos servidores que conectam usuários diferentes.

  • Temos documentos (identidade, C.P.F., certificados) contendo informações pessoais.

  • Ao término de uma formação acadêmica recebemos um documento (diploma), com informações comprovando a realização dessa formação ou curso.

Podemos ter ainda muitos exemplos do uso da informação socialmente. A informação de pessoas para pessoas, eventualmente passou a utilizar meios de transmissão em diferentes espaços. Uma carta era enviada de uma pessoa para outra pessoa, ou de um para muitos, entregue pessoalmente ou entregue por mensageiros, era preciso uma programação, avaliar tempo, distância, possibilidade de entrega em determinados locais. Agora imagina a diferença do uso de cartas no passado, para os correios eletrônicos com o e-mail.

A informação, como vimos, em forma de pacotes de dados, servem a um processamento imenso de informações através de aparelhos/gadjets, cada vez mais informações são disponibilizadas, por cada vez mais pessoas, em uma temporalidade cada vez menor.

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Regras/Protocolos para transmissões de informações:

Com a evolução sociocultural muita gente foi se especializado em informações servindo a diferentes funções, informação passou a ser público e também privado. Essas especializações e os profissionais seguem normas/regras de funcionamento, informações contidas no códigos de ética.

Um Estado utiliza conjunto de regras/informações que regulam sociedade em busca do ideal de coesão social, em formas de leis criadas pelos políticos no legislativo, colocada em prática pelo executivo, que também executa de acordo com informações suas politicas de governo, e essas regras são contextualizados e julgadas pelo pelo poder jurídico.

Diferentes gadjets se conectam por diferentes protocolos, que possibilitam troca de informações/dados. Um aparelho/gadjet quando entra na internet, transmite dados/informações através de protocolos/conjunto de regras para conectar em diferentes servidores enviando e recebendo dados.Essas normas, também podemos chamar de protocolos, são esses conjuntos de regras, que permitem e possibilitam a entrada e saída informação/dados dos gadjets/aparelhos.

Vamos a mais alguns exemplos de normas/conjunto de regras sociais criadas pela nossa espécie:

  • Os nobres da idade média eram educados desde cedo com informações para se portar com um conjunto de normas nos relacionamentos interpessoais, em público, cerimônias, e que ao longo do tempo, foi absorvido pela cultura nas normas conhecidas como regra de etiqueta.

  • Os romanos utilizavam padrões fixos, em selos para registros de informações de atos públicos.

  • Os nobres cavalheiros eram valorizados pelos seus códigos de honra, dando credibilidade a suas palavras, acordos e ações.

  • Foram criados métodos/normas de ensino para transmissão de informações.

  • Profissões seguem códigos de ética, por exemplo o médico segue um código realizado pelo conselho conhecido como código de ética médica, contemplando um conjunto de normas e regras para atuação do médico.

  • A sociedade no ideal civilizatório construiu e registrou informações como forma de leis, normas, para dar contorno às ações humanas.

  • Um celular para acessar internet, segue um conjunto de normas escrito em linguagem de programação, possibilitando conexões entre diferentes aparelhos. Qualquer aparelho para acessar internet tem que ter um protocolo de acesso.

  • Livro registro são livros de normas, criados para registro de informações públicas ou privadas, obedecendo normas legais e fé pública.

Informação verdadeira:

Por muito tempo, as palavras e acordos, regidos pela ética e honra,validaram informações como verdadeiras. Mas sabemos que nossa espécie é complexa, e o fator humano eventualmente, para não falar com frequência, falhava nessa validação.

Além disso, as organizações sociais, necessárias para populações cada vez maiores, precisavam de informações registradas, para lidar com a administração pública, como nos loteamentos de terra, empréstimos, impostos, documentações, entre outros. E ainda assim, mesmo com protocolos de transmissão de informações, trazendo esse conjunto de regras, formando um padrão de algumas transmissões, temos a questão dos cópias, furtos, pagamentos por informações privilegiadas, e outras formas de corromper a informação.

Nem toda informação precisa ser autenticada, ou não existiriam notícias, fofocas, notícias de fofocas, ou mesmo a comunicação humana...

No entanto algumas informações precisam ser validadas, autenticadas como verdadeiras para servir como um mesmo validador entre diferentes pessoas, em comum acordo. Na evolução civilizatória foi preciso criar formas de validar uma informação verdadeira. Vamos a alguns exemplos:

  • Nas monarquias para validar uma informação verdadeira, os reis carimbavam com o selo real suas cartas, e enviavam informações por mensageiros. Ao receber a carta se o selo estivesse violado, aquele documento perdia credibilidade.

  • Com advento e evolução da democracia, o Estado passa ter instituições responsáveis para validar informações como documentos, registros, diplomas, moedas, entre outros documentos de informações pessoais ou coletivos, públicos ou privados, como por exemplo os cartórios. Quando alguém tira uma identidade, essa identidade é única, vale no Brasil inteiro, tem uma numeração própria, data de emissão, identificação, foto, parentesco. Uma nota contém informação sobre seu valor, marca d'água, número do lote, entre outros.

  • O termo fé pública,é um termo jurídico, para que algumas profissões como escrivães e servidores da Justiça, escrivães de polícia, oficiais de justiça, oficiais de registro civil, tabeliães, entre outras, tenham crédito na validação de documentos e certidões emitidos por alguns servidores públicos ou pessoas com delegação do poder público no exercício de suas funções, reconhecendo-os como verdadeiros.

  • Há pouco tempo, as pessoas guardavam dinheiro embaixo do colchão, ou cofres em casa, e passaram a guardar em instituições financeiras que se responsabilizaram juridicamente de validar, proteger, entre outros serviços de valores financeiros.

  • Ao fazer transações financeiras, pelo caixa físico, eletrônico, ou pela internet, é preciso instituições que digam que você possui esse valor, autorizem as transações, e guardem essas informações sem duplicar as informações, o dinheiro que foi transferido, tem que ser deduzido do saldo da conta.

Conclusão: Blockchain / Informação - Dados / Protocolo/ Comunicação - Transmissão de Informação - Dados / Validação dados verdadeiros.

Nessa introdução ao termo blockchain tivemos oportunidade de percorrer como utilizamos na nossa sociedade muitas informações , e que ao longo do tempo estamos produzindo e utilizando cada vez mais informações. Também melhoramos a transmissão dessas informações, através de protocolos de comunicação. Em que os dados passam a carregar tamanha quantidade de informações no espaço virtual. Dados que podem ser utilizados, e armazenados de diferentes formas, em diferentes linguagens. A digitalização da sociedade segue um ritmo acelerado, e autenticar esses dados vem sendo um desafio.

Pudemos acompanhar como o Estado passou a ser o principal validador/autenticador da veracidade de diferentes tipos e formas de informação, como por exemplo na regulação e no uso de instituições, como o banco e o próprio papel moeda que utilizamos no nosso dia a dia, no nosso caso o Real - R$. Utilizamos um papel impresso, emitido pelo banco central, e todos que utilizam acreditam que esse papel tem algum valor. Esse valor em teoria vem de seu lastreio no tesouro nacional em ouro. Assim o papel moeda, é um crédito, em forma de papel, trazendo informações em que acreditamos de seu valor, e que possibilita o comércio em geral.

https://ibb.co/XS3v0xZ Marca-d'Água - Validação cédulas - Banco Central do Brasil

Hoje em dia, quando pegamos para conferir no celular nosso dinheiro pelo aplicativo do banco, estamos conferindo um dinheiro representado digitalmente, no espaço virtual da internet. Não é um papel, cheque, ou cartão, é uma representação como forma de informações digitais que o banco disponibiliza, sobre a quantia que temos na nossa conta. Os dados digitais, passaram a também ser uma forma de crédito, trazendo informações que acreditamos ter validade, nesse caso validado pelo banco, público ou privado.

No próximo post dessa série, percorreremos as relações entre informação e blockchain.


Questão proposta:

  • Em sua opinião quais e como dados utilizados na transmissão e armazenamento com a tecnologia blockchain terão utilidade a sociedade?

A resposta é de livre interpretação e conceito. Sendo considerada a resposta de uma ou mais questões. Todas as respostas receberão valor entre 0.02 e 0.1 STU.

Autor: Matheus Guimarães Gomes Rangel - Médico - CRM-RJ: 5295376-8

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